viernes, 17 de marzo de 2017

Cego de nascença






Ele é cego de nascença,
este Amor que já me invade,
por vezes desejo ardente,
por vezes pura saudade.

Ele está dentro de mim,
dançando na noite escura;
ele não precisa ver,
ele é luz, ele é tortura.

O seu fado misterioso
leva meu sonho, minh'alma,
por um mar embravecido,
por um lago em noite calma.

Anseio de entrar em ti,
alma elevada na altura,
olhos absortos de gozo,
vento de imensa ternura.

Ele é cego de nascença
e fere com a poesia,
colocou luz nos teus olhos
sem saber que eu morreria.

J. Martín

2 comentarios:

  1. Meu querido poeta Juanito, eu reafirmo aqui o que disse lá no Luso a respeito desse poema, também publicado por lá: a profundidade contínua de inspiração é espontânea. Quando dizes que esse amor é cego de nascença, está nas entrelinhas que é um amor que enxerga a vida, a alma, na mais perfeita expressão dos sentimentos humanos!

    Minha admiração sempre!
    Beijos!

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    1. Muito obrigado, querida poetisa, pela visita, pelo comentário.
      Um beijo.
      Juan

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