martes, 27 de diciembre de 2016

Meu Deus, tira-me da alma estes tormentos



 


Meu Deus, tira-me da alma estes tormentos,
Tortura de estar vendo quão distantes
Ficaram tão perdidos os momentos:
Aqueles de esplendores rutilantes,

Aqueles que assombrado eu recebia,
Os mesmo que de sonhos se geravam,
Que foram tão de gozo e alegria;
Aqueles que outros mundos me mostravam.

A flor é cinza já mas seu aroma
Ficou num céu azul de irrealidade,
Arcano misterioso noutro idioma
Da minha tão amada mocidade.

Beijando vão florestas primordiais
Fragrâncias que se julgam imortais

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